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Diferenças entre salário bruto e salário líquido

O trabalhador precisa saber que o salário combinado durante a contratação não será o mesmo que ele receberá no início do mês. Entenda a diferença.

O salário que aparece nos anúncios de vagas não é aquele que o funcionário, de fato, receberá. Com uma ferramenta específica, é possível calcular o salário bruto e saber o quanto é necessário receber para ganhar um determinado valor líquido na tão esperada data. Mas quais as diferenças entre um salário e outro? E por que elas existem?

Um trabalhador experiente já sabe que, na hora de buscar um emprego, precisa procurar por um salário que contemple seus gastos mensais. Por isso, ao analisar um salário oferecido, deve conhecer os descontos por trás dele.

Conheça agora as diferenças entre os salários bruto e líquido, além dos descontos feitos na folha de pagamento:

Quais as diferenças entre os salários bruto e líquido?

Todas as pessoas que trabalham com carteira assinada vão receber um determinado valor no quinto dia útil. Aquele que aparece no contrato assinado é o salário bruto, que servirá como base para reajustes anuais — por isso, ele também é chamado de salário-base. 

O detalhe, no entanto, é que não será esse valor que aparecerá na conta no início do mês. O salário bruto recebe diferentes descontos, que são relacionados a benefícios e impostos mensais. Portanto, o que o funcionário realmente recebe é o salário líquido — o dinheiro limpo, depois de passar por todos esses débitos.

Quais descontos um salário pode receber?

No seu contracheque, é possível avaliar todos os descontos que o salário recebe. Veja quais são os principais:

INSS

A contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é uma forma de manter o Sistema de Seguridade Social funcionando. O trabalhador contribuinte também garante sua aposentadoria com o pagamento mensal, além de benefícios, como licença-maternidade, auxílio-acidente e auxílio-doença.

O valor descontado costuma variar conforme o salário-base do empregado. O INSS instituiu um cálculo mais democrático: quanto maior o salário, maior a contribuição. As taxas de cálculo variam de 7,5% a 14% sobre o salário-base, mas o valor máximo de desconto é de R$ 751,99, mesmo para quem recebe acima de R$ 6.433,57 (teto máximo no INSS).

O empregador ainda complementa esse valor, até o limite de 20%.

IRRF

O Imposto de Renda retido na fonte (IRRF) é um desconto obrigatório do governo federal e varia de acordo com o salário-base. É pago por meio de DARF aos cofres da União.

Para descobrir seu valor, é preciso fazer o cálculo do salário bruto menos a contribuição do INSS e descontos por dependente legal (filhos, por exemplo). A partir disso, faz-se a dedução de acordo com a tabela informada pela Receita Federal. 

Transporte

O auxílio-transporte é um benefício obrigatório por lei. Portanto, toda empresa é obrigada a oferecê-lo ao trabalhador. No entanto, ele representa um desconto de até 6% sobre o salário-base na folha de pagamento.

Para quem trabalha em regime home office, o auxílio-transporte não é obrigatório. Porém, a partir do momento em que o empregado necessita ir até a empresa, faz-se necessário o benefício. O cálculo, portanto, precisa ser feito com base nos dias de trabalho na empresa.

Vale-refeição e alimentação

O vale-refeição e o vale-alimentação não são obrigatórios. No entanto, no caso da adesão, eles podem representar um desconto de até 20% no salário bruto. Além disso, muitas empresas os oferecem como uma forma de motivar os trabalhadores. Afinal de contas, serão 8 horas do dia despendidas a trabalhar pela empresa — e, nesse ínterim, o funcionário precisa se alimentar.

E o FGTS?

A contribuição para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é feita por todo empregador no início do mês. Ele é uma “poupança compulsória”, um tipo de seguro obrigatório que o empregado pode usar caso seja demitido. Em algumas datas específicas, também é possível fazer esse saque. 

Quando um trabalhador é contratado, o contratante abre uma conta na Caixa Econômica em nome dele e deposita nela 8% do salário-base. Toda empresa precisa fazer esse depósito. 

É importante destacar que o FGTS não é descontado diretamente do salário do empregado, mas é um encargo obrigatório da folha de pagamento em contratos CLT. 

Para que o empregado tenha certeza de que seu FGTS está sendo depositado, ele pode consultar o saldo e o extrato de FGTS pelo correio ou internet.

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